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Loading... Eaters of the Deadde Michael Crichton
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Amazon.com (ISBN 0345354613, Mass Market Paperback)Michael Crichton takes the listener on a one-thousand-year-old journey in his adventure novel Eaters Of The Dead. This remarkable true story originated from actual journal entries of an Arab man who traveled with a group of Vikings throughout northern Europe. In 922 A.D, Ibn Fadlan, a devout Muslim, left his home in Baghdad on a mission to the King of Saqaliba. During his journey, he meets various groups of "barbarians" who have poor hygiene and gorge themselves on food, alcohol and sex. For Fadlan, his new traveling companions are a far stretch from society in the sophisticated "City of Peace." The conservative and slightly critical man describes the Vikings as "tall as palm trees with florid and ruddy complexions." Fadlan is astonished by their lustful aggression and their apathy towards death. He witnesses everything from group orgies to violent funeral ceremonies. Despite the language and cultural barriers, Ibn Fadlan is welcomed into the clan. The leader of the group, Buliwyf (who can communicate in Latin) takes Fadlan under his wing.Without warning, the chieftain is ordered to haul his warriors back to Scandinavia to save his people from the "monsters of the mist." Ibn Fadlan follows the clan and must rise to the occasion in the battle of his life.--Gina Kaysen (retirado da Amazon Fri, 24 Apr 2009 07:58:16 -0400) O primeiro ciclo de testes foi encerrado. Visite o grupo Open Shelves Classification para mais detalhes. |
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O livro segue uma figura histórica real, o embaixador Ahmad ibn Fadlan, que é enviado pelo sultão de Badgá a abrir relações com os vikings do rio Volga no século 10 como punição por ter se envolvido um pouco demais com a esposa de um nobre. Atribui-se a ele os primeiros relatos de diversos costumes nórdicos, como os famosos funerais vikings, nos quais os corpos de reis eram queimados em barcos. Lá ele acaba embarcando em uma aventura para salvar um dos vilarejos mais afastados dos ataques de misteriosos “demônios da névoa” que, diz a lenda, não podem ser mortos e se alimentam da carne humana.
Crichton se baseou nesses relatos históricos para vencer um desafio de um colega escritor que afirmava que o poema épico Beowulf era desinteressante. Ele usou os escritos de Ahmad ibn Fadlan para criar uma possível origem histórica para o mito arquetípico de monstros que descem das montanhas antigas para devorar os homens.
Na história, o autor mostra um profundo conhecimento histórico sobre o assunto (uma característica forte de Crichton é a pesquisa exaustiva na construção de mundo, mesmo que isso não ocorra a custo do ritmo da narrativa, que costuma enfatizar a aventura). O personagem de Ahmad ibn Fadlan é intrigante. Por terem um império extenso e tolerância de culto, os árabes eram grandes observadores do mundo antigo e muito tolerantes com relação a outros credos. Mesmo que comente alguns hábitos que considera impróprios, como a falta de higiene dos nórdicos, o embaixador apenas relata o fato e segue com uma descrição surpreendentemente isenta de preconceitos.
Através desses olhos, Crichton monta um retrato fascinante dos vikings. São um povo apaixonado pelo mar, que enxerga a morte com respeito, porém nunca com medo. Também é curioso como são flexíveis com relação à monogamia. Quando Ahmad pergunta a um dos nórdicos se ele não espera que sua mulher seja casta enquanto ele viaja, o viking responde: “A cada viagem eu posso ficar fora por anos ou não voltar nunca mais. Minha mulher tem suas necessidades, ora…”.
A exata natureza dos misteriosos demônios da névoa, chamados pelos vikings de wendol, criou debates entre os historiadores que duram até hoje. No momento em que Ahmad consegue ver um dos demônios de perto ele descreve seus traços faciais como se fosse uma espécie de homem pré-histórico, o que faz com que muitos afirmem que seu relato seja um indício de uma espécie paralela de hominídeo que conseguiu sobreviver até o início da Idade Média.
As cenas de ação são muito bem construídas, assim como os retratos da política interna e costumes dos vikings. Li a versão da L&PM e Rocco e achei a tradução bem consistente. Quem se interessa por vikings, aventuras ou costumes medievais vai encontrar um prato cheio nesse livro de Michael Crichton. (